Artigo 13 – O que será da Internet?
- Postado por Clarice Gaspar
- Em 19 de dezembro de 2018
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No dia 12 de Setembro deste ano, chegou ao Parlamento Europeu a diretiva sobre os direitos de autor na União Europeia, também conhecida como Artigo 13, que tem por objetivo “forçar” as grandes da tecnologia a terem maior controle para impedirem a propagação de conteúdos protegidos por direitos autorais. Com 438 a favor, 226 contra e 39 abstenções a diretiva foi aprovada. Nessa mesma data a comunidade europeia da internet se juntava contra a proposta que altera significativamente os direitos de autor do mercado digital.
Desde então a luta pela permanência na rede se instalou. O Youtube enviou cartas aos utilizadores da plataforma para que gravassem vídeos abordando o tema para falar sobre com seus inscritos.
O pânico se instalou quando o Youtuber Português, Wuant (Paulo Borges), falou a respeito da nova diretiva. Wuant que conta com mais de 3 milhões inscritos em seu canal compartilhou um vídeo alertando seus seguidores sobre o Artigo 13. A partir de então surgiu a campanha #SaveYourInternet que começou a ganhar grande destaque nas últimas semanas.
Personalidades como Tim Berners-Lee, o inventor da internet e Jimmy Wales o criador do Wikipédia são contra a diretiva. Ambos acreditam que a World Wide Web (www), se tornará uma ferramenta para vigiar e controlar os utilizadores.
Na internet muitos afirmam que a proposta traz de volta a censura e que se trata de um atentado, principalmente para as pessoas que utilizam redes sociais como emprego. Uma petição contra a diretiva que conta com mais de 3 milhões de assinaturas circula pela rede.
Em resposta aos Youtubers que questionaram a nova diretiva, Sofia Alves, representante da Comissão Europeia em Portugal afirma que “o artigo 13 não irá acabar com a internet”, ou que “os memes irão desaparecer” e que a “União Europeia é um lugar de liberdade de expressão”. A representante defende que o que eles desejam é apenas mudar a forma desenfreada como conteúdos são usados na internet.
A diretiva com certeza irá revolucionar a maneira como as pessoas utilizam a internet no dia a dia. As limitações serão incontáveis e isso prejudicará diretamente os criadores de conteúdo, podendo levar a grandes plataformas, como o Youtube, a diminuírem seus serviços dentro da União Europeia. Isso nos leva ao questionamento: Será esse o fim da internet nos países Europeus?

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